terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Som Livre lança coletânea para homenagear Centenário da Assembleia de Deus





A gravadora secular Som Livre, que pertence ao sistema Globo de Comunicação, também decidiu reconhecer o trabalho das Assembleias de Deus e prestará sua homenagem ao Centenário do Movimento Pentecostal no Brasil com o CD Promessas – Pentecostal, volume 1. A coletânea reunirá apenas vozes femininas que representam a música gospel pentecostal. Entre elas, as cantoras Lília Paz, Lauriete, Elaine de Jesus e Shirley Carvalhaes. Eles prometem o presentão para este Natal.

Desde 2008 a Som Livre tem investido na música gospel agenciando nomes como Diante do Trono, irmão Lázaro, Aline Barros, Ludmila Ferber e uma série de coletâneas, como o caso da série Promessas, que parte agora para a sua terceira edição.

Para a cantora Lília Paz, que com a canção “Minha Fé” integra o projeto pela primeira vez, o convite da Som Livre é visto como a oportunidade de lançar a rede em mar aberto. “Nossa missão é proclamar o Evangelho e com trabalhos como esse, que não ficam condicionados somente ao mercado gospel, temos a oportunidade de ver nosso louvor chegar a ambientes não evangélicos. Desta forma, cumprimos de fato nosso Ide. E não podemos esquecer que o louvor liberta. Que em cada novo lar, em cada estabelecimento comercial, ou onde quer que as canções venham a chegar, Deus estará curando, libertando, restaurando e batizando com seu Santo Espírito”, acredita a representante da Patmos Music, o selo fonográfico da CPAD.

Fonte: CPAD News

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Peritos confirmam veracidade do ossuário de “Tiago, filho de José, irmão de Jesus"

O Blog já começa com a bola toda, veja só essa noticia que está correndo pelo mundo e entereça muito os cristões.

Sérgio Ricardo (serginho ou SJ)

***

Depois de cinco anos de processo Justiça <span class=


Ela pesa 25 quilos. Tem 50 centímetros de comprimento por 25 centímetros de altura. E está, indiretamente, no banco dos réus de um tribunal de Jerusalém desde 2005. A discussão em torno de uma caixa mortuária com os dizeres “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” nasceu em 2002, quando o engenheiro judeu Oded Golan, um homem de negócios aficionado por antiguidades, revelou o misterioso objeto para o mundo. A possibilidade da existência de um depositário dos restos mortais de um parente próximo de Jesus Cristo agitou o circuito da arqueologia bíblica. Seria a primeira conexão física e arqueológica com o Jesus do Novo Testamento. Conhecido popularmente como o caixão de Tiago, a peça teve sua veracidade colocada em xeque pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Em Dezembro de 2004, Golan foi acusado de falsificador e a Justiça local entrou no imbróglio.No mês passado, porém, o juiz Aharon Far kash, responsável por julgar a suposta fraude cometida pelo antiquário judeu, encerrou o processo e acenou com um veredicto a favor da autenticidade do objeto. Também recomendou que o IAA abandonasse a defesa de falsificação da peça. “Vocês realmente provaram, além de uma dúvida razoável, que esses artefatos são falsos?”, questionou o magistrado. Nesses cinco anos, a ação se estendeu por 116 sessões. Foram ouvidas 133 testemunhas e produzidas 12 mil páginas de depoimentos.

Especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Rodrigo Pereira da Silva acredita que todas as provas de que o ossuário era falso caíram por terra. “A paleografia mostrou que as letras aramaicas eram do primeiro século”, diz o professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A primeira e a segunda partes da inscrição têm a mesma idade. E o estudo da pátina indica que tanto o caixão quanto a inscrição têm dois mil anos.” O professor teve a oportunidade de segurá-lo no ano passado, quando o objeto já se encontrava apreendido no Rockfeller Museum, em Jerusalém.

Durante o processo, peritos da IAA tentaram desqualificar o ossuário, primeiro ao justificar que a frase escrita nele em araimaco seria forjada. Depois, mudaram de ideia e se ativeram apenas ao trecho da relíquia em que estava impresso “irmão de Jesus” – apenas ele seria falso, afirmaram.

A justificativa é de que, naquele tempo, os ossuários ou continham o nome da pessoa morta ou, no máximo, também apresentavam a filiação dela. Nunca o nome do irmão. Professor de história das religiões, André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, levanta a questão que aponta para essa desconfiança. “A inscrição atribuiria a Tiago uma certa honra e diferenciação por ser irmão de Jesus. Como se Jesus já fosse um pop star naquela época”, diz ele. Discussões como essa pontuaram a exposição de cerca de 200 especialistas no julgamento. A participação de peritos em testes de carbono-14, arqueologia, história bíblica, paleografia (análise do estilo da escrita da época), geologia, biologia e microscopia transformou o tribunal israelense em um palco de seminário de doutorado. Golan foi acusado de criar uma falsa pátina (fina camada de material formada por microorganismos que envolvem os objetos antigos). Mas o próprio perito da IAA, Yuval Gorea, especializado em análise de materiais, admitiu que os testes microscópicos confirmavam que a pátina onde se lê “Jesus” é antiga. “Eles perderam o caso, não há dúvida”, comemorou Golan.

O ossuário de Tiago, que chegou a ser avaliado entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões, é tão raro que cerca de 100 mil pessoas esperaram horas na fila para vê-lo no Royal Ontario Museum, no Canadá, onde foi exposto pela primeira vez, em 2002. Agora que a justiça dos homens não conseguiu provas contra sua autenticidade, e há chances de ele ser mesmo uma relíquia de um parente de Jesus, o fascínio só deve aumentar.

Fonte: Isto É / Gospel Prime